Carla Amaro
In: Notícias Magazine
06.Jan.2008
Poluentes: os que mais inalamos
Monóxido de carbono (CO)
Provém de erupções vulcânicas, de incêndios florestais, da decomposição da clorofila (pigmento responsável pela fotossíntese das plantas), da combustão incompleta de combustíveis e de outros materiais orgânicos. Em caso de exposição prolongada ao CO, as pessoas tendem a desenvolver problemas respiratórios que em situações mais graves poderão levar à morte.
Óxidos de azoto (NOx) Têm origem natural (por exemplo, em descargas eléctricas durante as trovoadas) e humana, pela queima de combustíveis fósseis. Em dias de sol e temperatura elevada, há o risco de reagirem com os compostos orgânicos voláteis (COV) e esta reacção, por sua vez, leva à formação de ozono (O3).
Dióxido de enxofre (SO2) Irritante para os olhos e aparelho respiratório, capaz de agravar problemas cardiovasculares. Provém da actividade vulcânica e da queima de combustíveis fósseis. Neste caso, pode transformar-se em trióxido de enxofre (S03), que, em contacto com a humidade atmosférica, dá origem ao ácido sulfúrico (H2S04), cujos efeitos nas plantas se traduz pela alteração do seu metabolismo e diminuição da taxa de crescimento: nos edifícios e materiais de construção, acelera a sua corrosão.
Ozono (O3) Se na alta atmosfera exerce um papel benéfico, na troposfera tem um efeito nefasto, levando a problemas respiratórios, a irritações nos olhos, no nariz e na garganta. Na agricultura, pode ter consequências devastadoras nas colheitas. É também causa de deterioração de materiais como a borracha.
Partículas finas São emitidas para a atmosfera a partir de cinzas vulcânicas, poeiras do solo, pólen das flores, fogos florestais, queima de combustíveis fósseis, actividades industriais e tráfego rodoviário. As de diâmetro inferior a 10 micrómetros podem provocar e agravar doenças cardíacas e respiratórias (asma, bronquite e enfisema pulmonar); algumas podem mesmo atingir os alvéolos pulmonares e penetrar no sistema sanguíneo. Outra capacidade é a de absorverem hidrocarbonetos e metais pesados, levando-os até aos pulmões.
Compostos orgânicos voláteis (COV) Dioxinas, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAH), benzenos, aldeídos e metano. Causam irritação nos olhos e têm um potencial carcinogénico (dioxinas, PAH e benzeno). Provêm de processos de combustão e do uso de solventes em colas, tintas, produtos de protecção de superfícies, aerossóis, limpeza de metais e lavandarias. Os COV também contribuem para as reacções químicas que envolvem outros poluentes e que levam à formação do mau ozono na troposfera.